quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fotos: projeto



Projeto: economizando energia, usando as TICs.



O trabalho com projeto, em nossa visão, deve ter como principal objetivo a aprendizagem dos alunos com envolvimento. È importante destacar que um projeto deve partir de uma necessidade,de um problema ou do interesse do grupo destinado. Com os projetos as aprendizagens se tornam significativas, pois os alunos se envolvem com os temas, assuntos e atividades. Os projetos permitem um trabalho que considere os conhecimentos prévios dos envolvidos e o próprio contexto em que se insere, buscando estimular a compreensão da própria realidade e instigando a curiosidade e o interesse pela busca de conhecimento.
Neste sentido, o papel do professor é o de orientador, mediador e principalmente de provocador, ou seja, é aquela que organiza as situações de forma que os alunos possam se envolver, planejando as atividades, os recursos e os objetvos. O aluno, deve ser aproveitado e estimulado a partir do interesse e curiosidade visando a aprendizagem (que é o objetivo de qualquer projeto), Na pedagogia de projeto o aluno é ativo, superando a passividade, já que vai agir diante do conhecimento, realizando pesquisas e uma investigação.. Já a tecnologia, atualmente deve ser utilizada como um aliado aos projetos, já que permitem a diversificação de atividades, a facilidade em realização da pesquisa, pois, temos com as TICs diversas possibilidades de recursos e de ferramentas. È importante destacar que o professor pode e de estimular a utilização das TICs, entretanto, os alunos devem ser ativos neste projeto, pois o aluno aprende pesquisando e buscando respostas á suas inquietações.
A finalização do projeto, envolve a apresentação dos resultados (que envolve a sistematização dos alunos) e a avaliação que será realizada pelo professor, pois deve-se refletir sobre os objetivos e sobre a execução dos projetos.

aTIVIDADES DESENVOLVIDASATIVIDADES DESENVOLVIDASPARTICIPANTES: ESCOLA MUNICIPAL MARLENE CARBONI PEREIRA.PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FABIANA VIGO AZEVEDO BORGES E ZILDA REDUCINO.


OBJETIVOS
:



1- Levantamento de conhecimentos prévios sobre energia elétrica.
2-Leitura do livro “CPFL- nas escola”.
3- Discussão sobre as formas de economia de energia.
4- Pesquisa na net sobre formas de economia de energia (utilização de sites de busca e enciclopédia)
5- Exibição do video: A casa desligada.
6- Elaboração de um texto coletivo (informativo para os quintos anos e uma carta para o segundo ano).
7- Correção e Revisão coletiva da produção de texto.
8- Impressão e envio das atividades.
9- Divulgação do projeto no BLOG da escola.
10- elaboração e distribuição de bilhetes que dão alertas em relação a energia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Competências do tutor na EAD...

COMPETÊNCIA SÓCIO-AFETIVA: ESTUDO BIBLIOGRÁFICO


POR FABIANA VIGO AZEVEDO BORGES
Trabalho apresentado no curso PIAGED- 2009



Considerando a modalidade de ensino à distância, onde prevalece a distância física e em alguns momentos temporal, e as relações humanas são mediadas pelas tecnologias da informação (TIC’s), apontamos o trabalho do tutor, personagem que estabelece comunicação direta entre os participantes de um curso, com grande relevância. Sendo assim, na pesquisa bibliográfica realizada observamos a existência de competências essenciais inerentes ao trabalho tutorial para um desenvolvimento satisfatório do processo ensino-aprendizagem. Entre as competências essenciais ao tutor pontuamos: competência pedagógica, competência avaliativa, competência técnica e a competência sócio-afetiva.

Neste momento, destacamos a competência sócio-afetiva, que foi nosso objeto de estudo nesta pesquisa.

A competência sócio-afetiva, diz respeito a habilidades ligadas ao relacionamento com o aluno, a afetividade desenvolvida durante o processo de ensino-aprendizagem e a criação de um ambiente virtual pautado no acolhimento e no respeito ao próximo.

Desta forma, reiteramos que um trabalho tutorial competente permite um satisfatório desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, já que dificuldades de âmbito socio-afetivo serão superadas. Para isso, é importante que o tutor planeje suas ações no sentido de construir um relacionamento agradável com os envolvidos no processo.

Para desenvolver esse trabalho competente sócio-afetivamente apontamos algumas ações que são essenciais:

• conhecer o alunado,

• ter uma linguagem cordial,

• ser atento e prestativo as dúvidas, mesmo as mais comuns,

• ter uma escuta sensível,

• estimular a participação,

• incentivar a todos apontando as facilidades,

• destacar o crescimento individual e grupal,

• observar as dificuldades e orientar na superação delas,

• enfim, construir um relacionamento afetivo, pautado na comunicação respeitosa, cordial e comprometida com a aprendizagem.

Em suma, observamos que a atuação tutorial na Educação a Distancia é imprescindível, já que atua diretamente com o aluno durante o processo de ensino-aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento do trabalho pautado na interação e na coletividade, mesmo separados fisicamente pela distancia, aproveitando assim, as possibilidades dessa realidade.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A evolução da escrita manual para a escrita virtual...


Da escrita manual para a escrita digital – O que muda? (texto escrita para o curso PROINFO- em 30/01/2011)


Acredito que houve uma grande evolução se consideramos a escrita manual e a escrita digital, isso fica clara quando pensamos na questão dos livros em rolo, os quais exigiam muita habilidade e tempo para ler. Percebo, ainda que podemos apontar vantagens e algumas desvantagens em relação a evolução da escrita manual para a digital, já que alguns aspectos são características de cada uma das escritas. Na escrita manual percebo que o uso da memória está ligada a exercícios de repetição, buscando sempre a perfeição, enquanto que na escrita digital a correção é imediata, e há a possibilidade da INTERLIGAÇÂO com diversos textos (HIPERTEXTO) o que facilita a compreensão e a própria coerência da escrita. Em contrapartida perdemos no quesito qualidade da escrita, afinal de contas a linguagem digital, no acesso de rede sociais e da comunicação rápida e sucinta passou a usar e abusar das abreviaturas e das gírias, o que produz uma nova tendência de comunicação, que a meu ver deve ser discutida.

Fabiana Vigo

sábado, 26 de março de 2011

Trajetória educacional: Como me formei professora.


Para começar a relatar sobre a minha trajetória escolar e como esta influenciou a minha carreira docente, gostaria de destacar alguns pontos marcantes em minha alfabetização. Contra minha vontade, fui matriculada no SESI de minha cidade e com 6 anos já frequentava a primeira série, com a professora Zélia, no ano de 1987.
Lembro-me como se fosse ontem, da rotina diária de silabação desse primeiro ano na escola, usando o “baralhinho” de alfabetização, material que acompanhava a Cartilha Caminho Suave. Repetimos durante o ano letivo todas as letras do alfabeto e sua palavra de referência (Abelha A, Elefante- E... ).
A experiência do ensino tradicional foi presente durante as séries iniciais, até que, na 4ª série, conheci a professora Esmeri, que iniciou um trabalho de redação a partir da proposta de Hermínio Sargentim (acho que era esse o nome), onde em cada semana podíamos escrever textos de diferentes gêneros e usando diferentes estratégias. Lembro-me como gostava dessa atividade e de escrever. Foi nessa série que fiz meu primeiro trabalho em grupo, fizemos uma maquete do sistema solar e cada grupo explorava um planeta. Meu grupo ficou com o gigante Júpiter. Foi nesse ano que fiz também a experiência de plantar feijão e de observar o crescimento de alguns vegetais. Acho que a experiência foi tão positiva que influenciou a minha opção pela série para lecionar, já que desde que entrei no magistério, há 9 anos, leciono para as terceiras ou quartas séries. Foi nesta mesma escola que conclui o Ensino Fundamental, com êxito.
Como faltavam opções para o Ensino Médio em minha cidade, considerando principalmente a situação econômica de minha família, fui influenciada a cursar o CEFAM (Centro Especifico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério), já que nele todos os estudantes ganhariam uma bolsa para se dedicar aos estudos que eram realizados em tempo integral. Assim, durante o primeiro ano, estudei as disciplinas básicas do Ensino Médio e nos três anos seguintes, as específicas do magistério. Lembro-me de ter ficado chocada no primeiro dia de estágio, onde vi alunos no final da quarta série sem estar alfabetizado. Chorei muito nesse dia e me lembro de ouvir a afirmação de que poderia escrever uma história diferente. Acho que acreditei nessas palavras, porque, hoje, percebo-me desenvolvendo uma docência que respeita o ritmo e estimula todos os alunos, sou insistente em relação ao domínio da nossa língua.
Dando sequência, concluí o CEFAM e ingressei no curso de Pedagogia da UFSCar. O ano era 1999, começava o processo que exige o Ensino Superior para a docência nas séries iniciais, já que a LDB (9394/96) havia sido publicada pouco tempo atrás. Foi na faculdade que tive uma formação acadêmica e reflexiva. Desde o primeiro ano, tive bolsa extensão para realizar um trabalho de estímulo à leitura na Biblioteca Comunitária da Universidade. Foi um projeto que me manteve em contato com as crianças e que me mostrou a importância da leitura. Aliás, percebo que, desde então, a bandeira da leitura faz parte de minha rotina... Leio diariamente para os meus alunos, mostrando a beleza e a magia presente nos livros.
Na universidade, fiz parte de dois grupos de pesquisas acadêmicas de iniciação científica. Um deles estudou “A contribuição Pedagógica nos Sermões de Padre Vieira” e o outro referiu-se à “A Interiorização do Ensino Superior no Estado de São Paulo”, ambos da área de Fundamentos da Educação. Essa experiência com a pesquisa me proporcionou uma vivência com a seriedade desse universo científico. Porém, infelizmente percebo que estes temas não contribuíram diretamente para minha prática docente.
Quando estava no último semestre, preparando-me para me candidatar ao mestrado, fiquei grávida e acabei mudando os meus planos. Prestei concurso na prefeitura de Guaíra- SP e ingressei como professora do Ensino Fundamental. Confesso que o primeiro ano foi HORRÍVEL!. Era titular de uma sala com 40 alunos, dos quais, seis não estavam alfabetizados. Fiquei de licença gestante por 4 meses, não sabia como ensinar divisão com dois algarismos no divisor, e não tinha apoio da coordenação. Na verdade, percebo que a presença da Coordenação e da Direção Educacional na escola não ajudaram em nada, pelo contrário, por terem uma postura liberal, pecaram pela falta de orientação. Foi um ano muito difícil. Porém, no ano seguinte, mudei de escola e tudo mudou, conheci o prazer de ensinar e pude aprender muito. Vi que alguns aprendizados só acontecem na prática, no dia a dia da sala de aula, e comecei a me tornar uma professora! Lembro-me de cada aluno, dos olhinhos brilhantes e maravilhados pelo conhecimento, do apoio e amizade dos pais, entre outras.
No ano seguinte, comecei a lecionar em Barretos e, desde então, continuo na mesma escola, completando 9 anos de “casa”! E, em Barretos, vivenciei a política de investimento na formação continuada. Fiz especialização em Educação especial, em Gestão Educacional, em Alfabetização, em Matemática das séries iniciais, em Leitura... Compreendi, incluisive retomando os estudos, como o professor polivalente tem que dominar diferentes conteúdos e diversificar seu repertório... descobri também que a maioria dos professores não está preocupada com a sua aprendizagem e a melhoria no desempenho docente... a grande preocupação é com a “pontuação e com a classificação” de todo ano letivo. Até que me matriculei na especialização, na modalidade EAD, da Universidade Federal Fluminense, e pude entrar em contato com essa modalidade de ensino.
A modalidade de Educação a Distância permite uma interação diferente, todas as discussões ficam registradas, sem contar a autonomia e a disciplina que os alunos devem possuir para desenvolver seu estudo. Enfim, essa modalidade me apresentou o trabalho da tutoria, uma nova forma de ação docente, que ainda representa um desafio. Sendo assim, como requisito de conclusão da especialização construí minha monografia com o tema “A dimensão sócio-afetiva no trabalho tutorial” e pude perceber que como na docência, a tutoria pressupõe algumas competências ou saberes para atuação. Meu pré-projeto de metrado quer realizar essa investigação.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

Video-performance

Neste video registro a minha performance, durante o caminho de casa até o poloa UAB.


Para quem quiser conferir o resultado no you tube o endereço é:

http://www.youtube.com/watch?v=Cms-YyjjW6o

Caminho íntimo....


Resolvi realizar a minha performance, a partir de uma postura de diferenciação do olhar, rompendo com minha visão cartesiana do caminho que percorro semanalmente até o pólo.
Assim, escolhi o período do sábado de manhã, por volta das 8hs, quando o trânsito de minha cidade ainda está bem calma, e de posse de uma máquina fotográfica fui de dentro do carro registrando, quase minuto a minuto o meu percurso, e assim criando um “outro caminho”, cheio de possibilidades e inúmeras curiosidades.
Fiz minha performance de dentro do carro, a partir do ponto de apoio do volante. O fato de estar com uma máquina na mão e andando a baixa velocidade (performance) chamou atenção de muitas pessoas que aparentemente ficavam instigadas, não pude saber exatamente pois estava envolvida com a dinâmica.
Consegui cerca de 40 fotos, que ilustram uma perspectiva nunca antes percebida, ângulos novos, pontos e formas diferentes... Acho que porque sempre atentos ao trânsito nunca paramos para observar o nosso caminho, o íntimo presente nos detalhes, nas pequenas coisas.
Depois de transferir as imagens no computador e devido ao fato de no ambiente não agüentar o arquivo completo fiz uma compilação colocando 123 fotos que foram significativas para mim, e que demonstram um pouco disso.
Após a realização desta atividade pudemos refletir um pouco no encontro presencial, onde discutimos com nossos colegas e analisamos as possibilidades. Percebo que esta atividade é significativa, pois me permite experimentar novos olhares e novas formas de enxergar o mundo que nos rodeias, exercitando a poesia artística, a beleza poética que está em nosso cotidiano e que muitas vezes se torna invisível devido a correria do dia- a-dia.
Consigo perceber que a criação artística não precisa estar ligada as regras de movimentos, precisa ser sentida, ser vivida, ser experimentada... para então ser compreendida. E ao final dessa atividade posso afirmar quando é prazeroso criar, observar, se diferenciar... é um processo algumas vezes tortuoso e profundo, mas a liberdade da criação de enche de vigor..., entretanto ao final dessa caminhada busco a compreensão, como disse Schwitters: “Esta é minha herança para o mundo, e não me aborreço que ele ainda não me possa compreender”. (Fabiana Macchi: Schwitters, o dadaísta que era Merz. Acesso em 21 abr.2010)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Avaliação em EaD: Educação á Distancia

A avaliação é essencial na Educação, em todas as modalidades, pois fornece as informações necessárias sobre a aprendizagem, possibilitando informações sobre o processo e principalmente permite a observação em relação ao alcance dos objetivos, orientando, assim, à ação pedagógica, o planejamento e a execução a partir da reflexão.
Segundo Domingues (2006) ”a avaliação é um elemento fundamental do processo ensino e de aprendizagem e é considerada uma das questões mais delicadas da prática docente. Visa à reflexão, estabelecimento de objetivos e metas e o planejamento a serviço da aprendizagem”. (Ibidem, pág1)
Sendo assim, percebo que no ensino na modalidade presencial, por haver contato direto com os alunos, alguns professores assumem a função de avaliador sempre comprometido com a aprendizagem, observando todo o processo e não apenas as provas bimestrais.
Neste sentido, no ensino presencial as avaliações normalmente realizadas, caracterizam-se diferentemente conforme seus objetivos. Há a avaliação diagnóstica, que observa qual o ponto de partida na aprendizagem; há a avaliação somativa, que visa quantificar a aprendizagem a partir de atributos como certo e errado, essa avaliação normalmente é realizada a partir de testes ou do acerto e erro. E por fim, há a avaliação formativa, que permite ao aluno refletir sobre seu processo de aprendizagem, aprendendo sobre o seu erro, dialogando com o conhecimento, construindo a sua aprendizagem, buscando sempre a argumentação e a coerência e não apenas o certo e o errado.
Ao observar as possibilidades de utilização destes tipos de avaliação na modalidade de EaD, é necessário repensar suas diferenças, afinal na modalidade á distância, não há o contato “olho no olho”, não há a subjetividade no tom de voz, que permite ao professor muitas vezes compreender o que está implícito numa pergunta ou num questionamento.
Porém, na EaD há a possibilidade do diálogo escrito, baseado em reflexões e leituras. A comunicação, nesta modalidade pode ser assíncrona ou síncrona, porém com qualidade e com conteúdo. E assim, possibilitar um processo de ensino-aprendizagem profundo e enriquecedor, que desenvolve a aprendizagem real em seus alunos.
Sendo assim, a avaliação também faz parte do processo de ensino-aprendizagem da EaD, e de acordo com Domingues (2006), esta deve ser um processo contínuo, de modo a provocar e promover uma aprendizagem significativa.
Segundo Hopper (1998) citado por Domingues (2006),
“avaliar e acompanhar o aprendizado do aluno em um curso a distância não são tarefas triviais, pois envolvem, além das teorias pedagógicas sobre as quais os professores estruturam seus cursos, questões tecnológicas, como autenticação e rastreamento do aluno e apoio à tomada de decisão por parte do professor, mediante situações problemáticas na dinâmica de ensino−aprendizagem. Para o professor, a avaliação tem com objetivo principal repensar todo o processo de aprendizagem, as estratégias e ferramentas, ou seja, todo o processo, e, quando necessário, corrigir possíveis falhas” (Ibidem, pág 2)

Sendo assim, e considerando o tutor, nessa modalidade de ensino, como o profissional que orienta os alunos em suas dificuldades e questionamentos, atuando diretamente com os alunos e sua aprendizagem, a avaliação faz parte de suas funções.
Dessa forma uma das possibilidades da avaliação, conforme já destaca Domingues (2008), é o fórum de debate e discussões, pois este é uma ferramenta, dentro do ambiente virtual, que permite a interação e a reflexão a partir de um conteúdo pré-determinado e de questões preestabelecidas. Se tornando assim um instrumento de avaliação, tal qual as atividades (tarefas) individuais que cientificamente permitem a síntese do conteúdo e a aprendizagem do aluno.
Dessa forma os fóruns e algumas atividades das primeiras semanas do curso, podem permitir a avaliação diagnóstica, quando propõe o posicionamento inicial, baseado no conhecimento prévio dos alunos em relação ao tema, levando assim, a um planejamento onde os tutores busquem estratégias e proponham um direcionamento no debate que permita o crescimento do grupo, e a aquisição de um novo conhecimento.
Pode também se configurar como uma avaliação somativa quanto é destacado apenas a verificação do conhecimento adquirido pelas leituras, e debates. Neste sentido, o fórum se configura como um espaço para posicionamento e observação do que está correto ou errado e distanciando-se do espaço interativo com a troca de conhecimento entre os alunos, e a construção do conhecimento. Outra forma de avaliação somativa é a ferramenta que permite questionários on-line, onde os alunos responde questões de alternativas sendo apena uma a correta.
Entretanto, ao compreender o fórum com um espaço onde a interação e a construção do conhecimento seja a premissa essencial podemos então considerar a avaliação formativa, onde o tutor participa ativamente do fórum, realizando um debate e direcionando-o para o crescimento. Nesta perspectiva avaliativa o importante não é acertar..., pois o importante é a participação e a coerência entre as interações e o conhecimento.
Assim, além dos fóruns as tarefas- atividades individuais, podem permitir essa formação individual, e o crescimento intelectual, principalmente se considerarmos a “devolutiva” a correção realizada pelo tutor, que direciona a melhoria ou permanência da ação discente visando o aperfeiçoamento e aprendizagem.
Seja qual for a perspectiva avaliativa e a modalidade de ensino é importante pautar a ação em objetivos claros e precisos e no compromisso com a aprendizagem, já que a avaliação como disse Luckesi, não pode ser instrumento de exclusão ou reprovação.(citado por Domingues- 2006).
Em suma, na avaliação da modalidade de EaD é imprescindível um trabalho do tutor que privilegie a construção do conhecimento e a interação e troca de informações, através dos diálogos presentes no fórum. Assim, é importante considerar os aspectos quantitativos, como números de participação no fórum, como os aspectos qualitativos, como a qualidade da participação, como a coerência e a relação da participação com o conteúdo e proposta do fórum ou atividade.
Referências Bibliográficas:

DOMINGUES Elidiani. Avaliação de fóruns de discussão. 2006 disponível em http://www.lanteuff.org/moodle/course/view.php?id=257.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Video-arte

Neste video arte brincamos com a sombra.. na verdade tentamos demonstrar como nossa rotina é cheia e extremamente complexa... em atividades simples e muitas vezes solitárias... è uqe a midia inventou que todos temos que serbonitos, estar belo segundo ospadrões de beleza divulgados... de forma que o consumismos nos consome...

Grupo:Beatriz, Cinthia, Daiane, FAbiana, e PAtrícia

domingo, 6 de setembro de 2009

Fotonovela: uma grande experiência


Memória descritiva:

Neste trabalho procuramos decidimos descrever a Saga dos Estudantes de EAD, ou seja, relatar a nossa própria experiência já que somos pioneiras nesta nova modalidade de ensino.
Assim, iniciamos nossa fotonovela relembrando a ansiedade e os sentimentos que nos marcaram no ínicio de nossa trajetória estudantil, em outubro de 2007.... Éramos garotas diante de um novo desafio que é o estudo a distancia, com muitos textos para ler, tendo que conciliar trabalho com família e com nossa diversão, principalmente na época de Festa do Peão.... Enfim, mesmo estudando pela madrugada “á fora” vencemos o desafio e nos conectamos com as novas tecnologias e iniciamos a nossa construção coletiva presencial e virtual do conhecimento.
Em seguida descrevemos os trabalhos práticos e manuais, as dificuldades em tentar desenhar... inventar, criar... até dinheiro de papel nós fizemos. Desenvolvemos a apreciação crítica e a percepção nas nossas viagens sempre buscando novas aprendizagens. Foi assim no Masp, no MAN, na Bienal, no Museu Afro, Na pinacoteca, em Brasília....
E assim conseguimos chegar em Brasília e vivenciar o campus de nossa querida universidade, que se tornou mais real do que virtual e que proporciona uma formação digna de qualquer universitário aliando a prática com a teoria.. e Assim temos expectativas positivas para o futuro... pois seremos as melhores professoras de Arte do Brasil. Acompanhe....
Kelle, Daiana, Patrícia, Cinthia e FAbiana.





Programas de Humor.... que horror!!

O programa “A grande família” é exibido semanalmente pela Rede Globo sendo destinado ao público noturno, tendo como o enredo as cômicas confusões do cotidiano. Usando temáticas diversificadas trabalha valores como ética e honestidade, e crítica permanentemente o “jeitinho brasileiro” inclusive no serviço público.
Assim, encontramos no elenco fixo Lineu, o patriarca honestíssimo, Augostinho, seu genro malandro e”enrolador”, Nenê a dona de casa feliz e protetora, a amiga Marilda, a mulher independente e bonita na busca do verdadeiro amor, os filhos Bebeu e Tuco o eterno adolescente desempregado e agregados.. Os episódios são desenvolvidos a partir do conflito inicial entre os personagens, o que leva a grandes discussões geralmente durante as refeições, situação reforçada pela trilha sonora consoante com a encrenca descrita, mas no final tudo se resolve com a verdade e suas consequências, o que ocasionalmente gera nova discussão.
Todos esses personagens são caracterizados baseados em caricaturas engraçadas, como as “camisas bregas” do Augostinho, ou o penteado arcaico de Beiçola, porém não percebo o reforço de estereótipos preconceituosos sobre a mulher burra e gostosa, o negro empregado ou bandido, o homossexual afeminado. Porém, em contra-partida a simples falta dessas diferenças pode ser compreendido como uma postura de negação da diversidade brasileira.
Durante a exibição do programa é perceptível o aumento de comerciais destinados à casa, principalmente no que se refere aos gêneros alimentícios, bem como, há merchanding durante alguns episódios, o que demonstra estratégia de propaganda, já esse é um dos maiores índices de audiência e difusor de modelos.Em suma, considero esse um programa de qualidade que supera as velhas fórmulas de humor: o apelo á sensualidade feminino, as piadas preconceituosas, e personagens estereotipados, e ainda contribui para a “reflexão” sobre nossa postura frente a honestidade e a verdade

Resenha do filme: "O show de Truman"

No filme acompanhamos como a vida de Truman é manipulada e transmitida diariamente por 24 horas, desde seu nascimento; bem como as diversas estratégias que garantem o sucesso dos realitys shows.
Entre essas estratégias encontramos roteiros organizados que administram as atitudes do personagem principal, manipulando suas decisões através de acontecimentos planejados e da influência programada do elenco, principalmente da esposa e do melhor amigo. Essas estratégias são elaboradas pelo diretor-criador, baseadas na audiência e anúncios, o que demonstra a soberana vontade da mídia patrocinadora, configurando a imagem do “diretor-Deus” que controla Truman como seu fantoche.
A reflexão se aprofunda quando percebemos que o “herói” se sente preso e anseia por extrapolar os limites de sua vida, estimulado pela lembrança do encontro com Silvia, amor proibido, pois não foi planejado; e pelo reaparecimento de seu pai, ”morto” propositalmente num afogamento criando um trauma que impede Truman de sair da cidade cinematográfica. Assim, o personagem começa a tomar consciência de sua rotina repetida e das atitudes estranhas da esposa entre outros, que fazem merchanding. Enfim, sua liberdade é conquistada mediante fascínio dos telespectadores que vivem “grudados” na televisão.
Esse fascínio descrito é vivenciado realmente nos diversos programas televisivos que expõem a rotina e o ser humano, vide os exemplos de sucesso das nove edições de Big Brother Brasil ou mesmo da recente A Fazenda, todos programas que manipulam as atitudes das pessoas através de jogos/conflitos/festas e bebidas tudo programado pelo diretor/criador “DEUS televisivo” e reforçado pelo narrador/apresentador.Enfim, visualizamos as estratégias de publicidade que patrocinam o consumismo e principalmente pudemos perceber como a manipulação televisiva é cruel ao estimular atitudes/ideias e ao manipular a vontade dos personagens dos reality shows, influenciando também a opinião dos telespectadores passivos.

domingo, 23 de agosto de 2009

CAminhos das ìndias: análise crítica

A novela”Caminhos das Índias” é exibida pela rede Globo de televisão, de segunda a sábado, ás 21 horas, destinada á todo o público brasileiro (homens, mulheres, crianças, de todas as idades). Seu enredo compara a tradição da cultura indiana com a cultura brasileira, sendo discutidos os costumes envolvendo conceitos dominantes entre as castas e entre os papéis sociais.
Nesta novela há a trama principal, que era o amor proibido entre um Dalit (casta inferior, “a poeira”, extremamente humilhada e discriminada representada por Bahuam- Macio Garcia) e uma Bramani (casta superior- representada por Maia -Juliana Paes), que foi substituída (de acordo com a preferência popular) pelo amor construído num casamento negociado entre as próprias castas, casal representado pela mesma Maia e por ( Rodrigo), porém com a sombra de uma mentira que pode atrapalhar a felicidade do casal, já que o filho do casal é na verdade filho do dalit, transmitindo a mensagem subliminar de que é melhor o sofrimento da mentira do que as consequências da verdade, o que ilustra a distorção de valores. È interessante observar que esses personagens são veiculados como padrão de beleza, o que estimula o comércio, afinal virou moda as bijuterias indianas, assim como, as propagandas desse horário procuram vender produtos diversos, desde comidas á carros e celulares, tudo ligado ás ‘necessidades” e hábitos “essenciais” criados na vida moderna.
Entre as tramas secundárias foi destaque nessas semanas a separação do casal Norminha e Abel devido a descoberta da traição da mulher, que mesmo assim se mostra apaixonada pelo marido, transmitindo a idéia de que o “amor não está na fidelidade” e que “Abel era muito mais feliz quando vivia indiferente ás traições da mulher”. Esse fato demonstra a inversão de valores, transformando a “vilã” em “vítima”, indicando a mensagem de que a culpa da traição é da pessoa traída..., reforçado pela caracterização dos personagens que ressalta a passividade pejorativa do guarda e a sensualidade da mulher, caracterização esta que se eu fosse diretora eu mudaria.
Essa novela oferece espaço para campanhas sociais e/ou combate ao preconceito procurando esclarecer temas relevantes. Assim, a temática esquizofrenia é refletida no drama de Tarso, que não recebe o tratamento adequado porque sua mãe Melissa, não aceita a doença.Em suma, a novela renova a velha fórmula novelística impondo novos estereótipos e reforçando modelos consoantes ao interesse televisivo

Governo televisivo (resenha crítica do filme "o quarto poder" e do documentário "Para Além do cidadão Kane"

O filme “O quarto poder” do diretor Costa-Gravas é uma ficção cinematográfica com “toque” de realidade, afinal de contas a televisão possui o grande poder de manipular o pensamento e a consciência dos telespectadores, sendo o quarto poder.

A televisão em sua constituição foi definida como meio de comunicação que objetivava a transmissão de informação e o entretenimento, porém logo se transformou num meio de “controle” e “manutenção dos interesses particulares e capitalista”.

Sendo assim, podemos ver no filme que os personagens principais possuem uma relação de interesses, o repórter (Dustim Hoffman) querendo retomar a sua fama com exclusividade e o seqüestrador (John Travolta) tentando diminuir sua condenação pela besteira impensável. Assim, observamos no decorrer da história a criação da imagem de “vítima” por ser o seqüestrador um desempregado. Essa transformação do seqüestrador de vilão para vítima deve ser considerada como grande exemplo de manipulação televisiva, que foi planejada através do treinamento do “discurso correto”, da expressão desolada, das entrevistas editadas, das roupas adequadas...

Essa manipulação pode ser comprovada através de exemplos reais, como apresentado no documentário “Para além do cidadão Kane”, já que a rede Globo para conseguir a sua primazia televisiva e manter-se como a “formadora nata” de opinião, sempre fez alianças com políticos. Assim apoiou a ditadura militar, divulgando apenas a versão dos dominantes, e pior, foi capaz de manipular um debate político o que influenciou diretamente na eleição que elegeu o presidente Fernando Collor...

Neste sentido, é como se no Brasil imperasse a “ditadura/governo televisivo global”, como se cada cidadão fosse alfabetizado na língua “globes”... afinal de contas até hoje esse documentário é judicialmente proibido..., como acontece com o horário de jogos do campeonato brasileiro, já que o que “vale é a vontade do saudoso Roberto Marinho e seguidores”.

È importante destacar que o poder televisivo muitas vezes é utilizado para “boas ações”, porém sempre de acordo com interesses pessoais e numa forma de justificar utilidade social.

Em suma, devemos lutar por uma postura reflexiva e crítica frente a televisão brasileira, sendo telespectadores ativos, que assistem os programas e não são dominados pela “linguagem manipuladora”, não conjugam “hábito global”.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Brigas de gigantes (intervencão em imagens televisivas)


A minha montagem tem como pano de fundo a "briga por audiência", já que a primazia noturna da rede GLOBO está sendo ameaçada pelo trabalho da rede RECORD. E uma das marcas dessa 'briga" é o "roubo" de atores consagrados na emissora, como por exemplo o Márcio Gárcia que retornou para globo depois de uma grande temporada como apresentador na Record, hoje ele retomou seu trabalho de ator e está em cena como Bahuam da novela Caminhos das Índias.
Porém a RECORD atualmente está se destacando também na "recriação" das fórmulas de sucesso de sua grande rival.... por isso investe em programas de REALITY SHOW, como a FAZENDA, que está atraindo grande audiência sendo destaque nas revistas de fofocas. O programa a FAZENDA está sendo apresentado por Brito JR, que alcançou grande fama...
Assim, realizei uma montagem onde o Bahuam chateado, comenta que fez uma troca de emissoras (saiu da RECORD e foi para GLOBO) e acabou não alcançando tanto sucesso do que se tivesse na mesma emissora apresentando o programa na fazenda..... E como o tema da fazenda é desenvolvido no ambiente rural, aproveitei para destacar a nossa cultura caipira, o boi bandido e a festa do peão.... já que para alguns atores seria mais fácil alcançar montar no touro bandido do que conseguir manter a fama instantânea, numa festa onde não existe preconceito e até mesmo um dalit seria campeão....
Referências Bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/,,acessada em 20/08/09
http://natelinha.uol.com.br/galerias/fotos.jpg. Acessado em 19/08/09.
http://caminhosdasindias.globo.com/novela/foto.acessado em 19/08/09.

domingo, 8 de junho de 2008

Resenha: NOvas mídias na arte contemporânea


Universidade Aberta do Brasil - Universidade de Brasília - UAB/UnB
Curso: Licenciatura em Artes Visuais
Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 1
Professor: Christus Nóbrega
Tutores: Vinicius Pinto Correa / Ana Cláudia Neif Sanches
Aluna: Fabiana Vigo Azevedo Borges Turma: Arv



Resenha Crítica: Novas mídias na arte contemporânea. Michael Rusch

No presente texto, o autor apresentará algumas práticas computadorizadas que vários artistas representativos estão usando para produzir arte digital, modificando as formas tradicionais.
Sendo assim, Rusch afirma que a Arte, como um todo, está em constante evolução, principalmente se considerarmos as possibilidades que surgem com a Era digital. Hoje não basta uma concepção simplista, já que o uso da tecnologia permite o ilimitado, imagens jamais imaginadas, nas palavras de Rusch “a arte digital é um meio mecanizado cujo potencial parece ilimitado”.
Historicamente, Michael Rusch nos cita o ensaio de Walter Benjamin, sobre a obra de arte na era da reprodução mecânica, escrito em 1935, que seria o percussor sobre as possibilidades digitais, um de seus questionamentos, salvo a evolução da época, nos força a pensar sobre a função da pintura a partir do surgimento da fotografia. Benjamim, ainda levantou questões sobre a autoria e sobre a singularidade do objeto de arte cuja”aura” se perde na reprodução.
Neste sentido, “a tecnologia digital, cuja ferramenta básica é o computador, abrange todas as áreas da arte contemporânea tecnologicamente envolvida (...). O novo poder que a tecnologia digital confere à imagem a torna infinitamente maleável”, tornando-a dessa forma dinâmica, flexível, interativa; pois “os conhecimentos visuais não mais se limitam ao “objeto” eles precisam abranger o universo fluido, sempre mutável, que existe dentro do computador e o novo mundo que o computador facilita: um mundo artístico interativo que pode ser virtual em sua realidade e radicalmente interdependente em sua incorporação do “espectador” á finalização da obra de arte”.
Iniciando um novo tópico denominado “Arte computadorizada” o autor afirma que a guerra fria fomentou avanços tecnológicos rápidos, e ainda apresenta os p´rimeiros artistas que se aventuraram nesta nova realidade. São eles: Michael NoU, Frieder Nake e Georg Nees, etc. Nesta nova realidade, a 1ª exposição em 1965 na galeria Howard, sobre arte computadorizada estimula o debate “isto é arte?”. Porém, no ínicio, o computador foi usado para copiar efeitos estéticos, facilmente obtidos com o us de meios de expressão convencionais. Esse movimento foi vivido também por artistas da área de música, de cinema, etc.
Na história do computador podemos observar que outras inovações tenham ocorrido na arte computadorizada na década de 1970, mas somente nos anos 80 , os computadores tornaram-se mais acessíveis e começaram a ser usados por um amplo espectro de artistas, inclusive por aqueles cujo trabalho principal era realizado em outros meios de expressão. O crescimento da arte computadorizada pode ser observado na ampla faixa de gráficos computadorizados, animação, imagens digitalizadas, esculturas cibernéticas, shows de laser e eventos cinéticos e de telecomunicações.
No texto também há espaço para a discussão da fotografia alterada digitalmente, gerando uma nova onde de manipulação digitalizada. Sob este prisma, Rusch cita alguns artistas, entre eles Keith Cottinghan, Victor Burgin e outros.
Para alguns críticos a arte computadorizada não possui profundidade de interesse, é monótona, superficial em seus truques. Para Coleman (americano citado por Rusch) ‘ de maneira geral, temos sinos, apitos e botões para apertar: tudo aqui zumbe, tilinta cintila, liga e desliga.”
Sobre a Arte na Web, Rusch aponta-a como campo do artista em constante expansão, e cita como exemplo a “arte interativa” que requer a participação do expectador para ser completar.”
Enfim, a arte na Web é um fenômeno recente, surgindo os primeiros movimentos na decáda de 90. Essa arte, apesar da sofisticação incorpora em grande parte imagens desenvolvidas fora do computador e depois nele introduzidas por um scanner ou equipamentos digital de vídeo. Entre os artistas da Web destaca-se Jonh Simon, entre muitos. Outro que merece destaque é Jenny Holzer com sua obra denominada “ Por favor, mude suas crenças”.
Atualmente encontramos alguns museus e pesquisas que patrocinam a arte na Web, como o Museu de Arte contemporânea de Montreal, que patrocina uma página na Interne contendo dezenas de links para arte na Web (http://www.media.macm.gc.ca/).
Para Rusch, não resta dúvida que para o desenvolvimento da Arte na Web o design gráfico tem função essencial, existindo uma parceria entre artista manuais e artistas computadorizados.
Um dos princípios da Web é o movimento, o “continuar se movimentando”, impermanência radical da interatividade, onde o tempo e o espaço não são separados pela distância geográfica, possibilitando a Interação Mundial, e a popularização da arte.
Neste sentido, podemos observar exemplos de obras realmente participativas. E para isso Rusch busca historiar as tentativas de interação mostrando formas típicas, tais como “tríptico”. Essa nova forma de participação ainda depende dos caminhos permitidos no programa, “obviamente, o conteúdo disponível para escolha permanece nas mãos do artista, mas o que os participantes fazem com ele tem muitas variações.” Dentro da arte digital interativa temos como exemplo, Lynn H. Leeson, Ken Feingold, Karl Sims, entre tantos.
Quanto a realidade virtual percebemos uma nova possibilidade, já que o “aspecto ainda passivo de observar a tela é substituído pela imersão total em um mundo cuja realidade existe contemporaneamente com a do observador.’ Temos uma nova experiência tridimensional em que o usuário com a ajuda de dispositivos vivencia um mundo simulado que parece reagir a seus movimentos. Com isso criamos novos limites para a dança, o cinema, a arte visual, a música. Porém, ainda há um preconceito em relação ás fortalezas artísticas usuais como museus ou galerias comerciais.
Os exemplos deste tipo de arte são citados, através do trabalho de Dan Sandin, Diane gromale, e outros.
Enfim, o autor termina seu texto concluindo que “a mudança irrefutável ocorreu na forma de se vivenciar a arte (para não dizer de sua criação). A interatividade é uma nova forma de experiência virtual. De fato, é uma nova forma de vivenciar a arte que vai além do visual e chega ao tátil, os expectadores são essenciais, participantes ativos(...), não mais meros espectadores, agora são usuários”.


Por Fabiana Vigo.

Minhas Intervenções nas obras com o progama GIMP








































Como vocês puderam ver eu me intrometi em várias obras. A verdade é que eu adorei usar o programa GIMP.

domingo, 25 de maio de 2008

Como fundamento teoríco, sempre é bom ler.

Esse artigo eu li e recomendo. Ele é interessante pois o autor, professor Adilson cabral, analisa a nossa situação e o desafio tecnológico que a escola enfrenta na busca pela qualidade na educação

APOTEÓSE E APOCALÍPSE:INTERNET e educação no Brasil
Não combinam as previsões apoteóticas dos entusiastas da Internet no mundo inteiro, de um modo geral, e em particular no Brasil, com algumas estatísticas tão realistas, quanto apocalípticas sobre a educação no país. Este é um pequeno esboço comparativo entre essas duas imagens formadas a partir de distintos, mas não opostos, universos de referência: o da informática e o da educação.
A INTERNET é a nova mídia do momento e só esta constatação já é motivo para polêmica. Como meio de comunicação, a INTERNET contribui para interligar pessoas no mundo todo, possibilitando discussões sobre os mais diferentes assuntos. Diminui distâncias de tempo e espaço e reduz consideravelmente o custo em relação ao telefone ou quaisquer outros meios conhecidos.
Como mídia a discussão toma outra forma. Não se pode dizer que a INTERNET seja exatamente um meio de comunicação de massa, definição pela qual nos refirimos à mídia. A INTERNET não massifica, muito menos inibe a interatividade. Por um lado, ponto para ela, mas isso significa também que não podemos colocá-la como um avanço em relação aos veículos de comunicação massivos (rádio, televisão), nem mesmo podemos discutir a INTERNET a partir dos mesmos parâmetros que serviam para os meios de comunicação de massa convencionais, pois falamos aqui sobre um veículo de outra natureza.
Nunca a mídia abordou tanto um assunto. Qaundo se pensava que os anos 90 eram a década da inexistência de novidades, a INTERNET tomou um vulto internacional, popular e comercial. Dessa forma, mesmo não tendo computador, nem conhecendo exatamente o que é, nem como usar, a maioria das pessoas já ouviu falar em INTERNET.
Os discursos inflamados a seu respeito são sempre animadores e falam numa revolução em termos tecnológicos e nas formas de comunicar. Pela sua natureza, a INTERNET quase que impede a existência de censura no controle sobre a publicação de mensagens. Não há possibilidade de monitoração total das mensagens enviadas, apenas de grupos de discussão específicos.
Fala-se também no seu espírito anárquico que, dentro de suas limitações sócio-políticas, é bastante bem vindo dentro do universo virtual. Um lugar onde a princípio não existe controle, nem hierarquia sobre usos, podendo as pessoas das mais diferentes classes sociais expressar as mais diferentes opiniões sem serem coibidos por isso.
Parte-se também da explícita transposição de limites geográficos e das possíveis implicações culturais que ainda estão por vir e se perceber. Graças à velocidade na circulação de informações e à facilidade do seu acesso, podemos começar a falar e a considerar sem maiores questionamentos à formação de uma cultura global, onde a troca de conhecimento a ser produzida será entre cidadãos a partir de seus interesses específicos.
Tudo isso sem falar na expansão e na inevitável circulação de informações e de pessoas que invariavelmente terão que passar pela Grande Rede. De origens comerciais, governamentais, organizacionais, educativas, científicas..., apontam para um futuro onde a INTERNET se constituirá numa unanimidade para quem deseja trocar e divulgar conhecimentos e conclusões de pesquisas. Dessa forma, a INTERNET assume um perfil totalitário, no sentido de não dar margem para o aparecimento e o desenvolvimento de outras opções de sociabilidade.
Os discursos sobre o futuro da INTERNET começam a se mostrar insuficientes quando, por exemplo, nos deparamos com dados sobre a disponibilidade e a qualidade de linhas telefônicas. Apesar do esforço empresarial e mediático no sentido de fazer implacar uma nova mídia, os dados estruturais que implicam em condições básicas para o bom uso e consumo dos serviços da rede mostram um outro quadro, um outro país, conflitando com aquele apresentado pelos apologistas da INTERNET.
Dados sobre a educação no Brasil: evasão escolar, pessoas que completam 1º grau, pessoas que falam uma 2ª língua; telefones disponíveis
Diante disso, não cabe aqui discorrer sobre os males da Mãe das Redes ao não atender nossas necessidades básicas, mas sim chamar a atenção para um dado que está nos acompanhando durante a história do avanço tecnológico da humanidade: enquanto se desenvolvem nossas extensões, ou seja, aquilo que aproxima as pessoas entre si, a sociedade não se transforma, pois o avanço tecnológico pouco deu importância para o avanço do homem com ser social.
Com esse espírito, chegamos à INTERNET e nos interligamos mundialmente, mas nossos corações e mentes continuam os mesmos, nossas ideologias também. Assim, podemos dizer que a inovação tecnológica com a massificação da INTERNET não nos levou a uma mudança de paradigma, mas sim permitiu um novo suporte para que as mesmas pessoas pudessem continuar se relacionando.
Atualmente estamos partindo para uma fase em que o deslumbramento inicial com a Grande Rede já foi superado. Passamos para a busca de soluções visando a socialização de informações e do acesso, bem como o oferecimento de serviços e de informações a partir dos recursos já disponibilizados. Isso nos permite criar novas aplicações a partir das peculiaridades desse novo veículo.
Não é exatamente isso que podemos observar! Por sermos os mesmos, abalados com as novas possibilidades, mas nem por isso transformados estruturalmente, estamos vivendo uma 2ª onda na INTERNET, onde passamos a construir nossos espaços comuns dentro da Rede, acompanhados dos nossos valores mais conservadores, embora tenhamos um infinito de possibilidades a serem descobertas.
A INTERNET se constrói como um espaço de sociabilidade através da educação, que parte principalmente da solidariedade dos seus integrantes. Recém-chegados são convidados a ler as famosas FAQs (Frequently Asked Questions): questões feitas com freqüência por pessoas iniciadas num determinado assunto, previamente respondidas por quem está mais envolvido no tema em questão. Além disso, qualquer dúvida adicional é geralmente respondida se colocada no espaço adequado.
Apresentam-se aí dois valores importantes que virão a ser valorizados dentro de pouco tempo e trazem mudanças importantes: a imediaticidade na troca de informações, onde pessoas que nunca se conheceram trocam e ampliam seus conhecimentos, contribuindo para otimizar o acesso aos recursos da Rede. Outro fator introduzido dentro desse modelo é que o sentido clássico do professor como proprietário do saber se torna desnecessário, mas extramamente útil na acepção da palavra, na medida em que se professa saber, socializando-o aos demais interessados.
Essa nova relação coloca em xeque a instituição escolar nos moldes em que ela se encontra agora, já que o universo de informações disponíveis na INTERNET é muito maior do que as que se tem acesso a partir dos professores na sala de aula. Por outro lado, o uso da INTERNET na educação não pode se restringir apenas a levar o modelo atual para dentro da rede, mas sim entender seu potencial a partir de seu sentido metafórico, implicando numa mudança de comportamento.
A educação através da INTERNET terá que ser responsável por esta ruptura paradigmática a partir da mudança de tecnologia. A aposta da INTERNET na educação foi de que a tecnologia introduz um paradigma e interfere na produção de conhecimento. O conservadorismo na educação ainda não permitiu isso! Uma prova disso é o crescente cuidado com o acesso às informações por parte das crianças, chegando até à criação de programas coibitivos ou mesmo a censura atravéss de amparo legal.
Colocam-se desafios para a educação no futuro a respeito dos currículos e paradigmas que irão se construir a partir dessa nova realidade. Amplia-se radicalmente, através da INTERNET, o conhecimento sobre os peixes, por exemplo, que passarão a ter os futuros alunos a partir da consulta às listas de discussão específicas, home-pages, etc, chegando à conclusão de um trabalho melhor e mais amplo.
A INTERNET não pode ser apenas apresentada como uma grande fonte de dados sobre os mais diversos assuntos, sem que se perceba que se transformou também o modo de produzir conhecimento. É a partir desta clareza que se devem estabelecer os paradigmas e conteúdos da educação do futuro.
Enquanto não se parte para descobrir os verdadeiros potenciais da Grande Rede e que benefícios podem trazer para a educação, poderemos ser condenados a transpor toda uma pedagogia retrógrada para a INTERNET. Não devemos ter medo da perda da autoridade do professor como porta-voz do saber, pois outra será sua importância e sua legitimidade se dará a partir daí.
A capacidade de aprendizado e de assimilação poderá ser bastante elevada e estimulada, a partir de exemplos concretos, mas virtuais; a INTERNET será o palco de intercâmbio entre escolas (alunos e professores) de todo o mundo, onde a História dos Estados Unidos, por exemplo, poderá ser comparada com depoimentos de quem a viveu, sem intermediações de historiadores oficiais ou da imprensa.
E finalmente a escola, nossa velha amiga, será o berço da sociabilidade humana através do contato (esporte, arte ...), onde várias atividades de contato corporal serão desenvolovidas.
Prof. Adilson CabralProfessor da Universidade Estácio de Sá - RJMestre e Doutorando em Comunicação Social pelaUMESP - Universidade Metodista de São Paulo

só para socializar: plano de aula

Universidade Aberta do Brasil - Universidade de Brasília - UAB/UnB
Curso: Licenciatura em Artes Visuais
Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 1
Professor: Christus Nóbrega
Tutores: Vinicius Pinto Correa / Ana Cláudia Neif Sanches
Aluna: Denise Correa Turma: Avr 2
Aluna: Fabiana Vigo Azevedo Borges Turma: Arv 2
ALUNA: Katyane de Souza. Arv2



Conteúdo: Artistas Brasileiros: Tarsila do Amaral e Cândido PortinariSérie: 1º Ano do ensino Médio
Introdução: Através da visita em alguns sites e da pesquisa e observação de dois artistas brasileiros, Tarsila do Amaral e Cândido Portinari, os alunos entrarão em contato com um universo mágico, onde realidade virtual e informação são a bússola para a construção de uma aprendizagem. Os sites utilizados são constantemente revisados, atualizados e aprimorados, apresentando informações sobre conceitos, obras e artistas.



Nome da Atividade: Descobrindo artistas brasileiros: Tarsila do Amaral e Cândido Portinari
Fundamentos teóricos:
1- Biografia dos artistas
2- Observação de Quadros
3- Estilo e características dos artistas
Objetivo geral:
Conhecer e aprender sobre as obras e artistas do Brasil: Tarsila do Amaral e Cândido Portinari, de forma a entender as características envolvidas, o contexto de cada artista e obra, etc.

Objetivos Específicos
Acessar os conteúdos educativos utilizando recursos de pesquisa na internet, e não em livros impressos, como normalmente acontece.
Ampliação do conhecimento sobre a história dos artistas brasileiros e suas obras e criar gosto por nossa cultura através de uma atividade lúdica e virtual.

Conteúdo Programático:
Vida e obra de cada artista:
Estilo característico de cada artista:
Contexto histórico de cada artista

Tempo previsto: 1 mês (aproximadamente 8 aulas de Arte)

Metodologia e desenvolvimento:

Roda de conversa (Levantamento de conhecimentos prévios): O que eles os alunos sabem sobre os artistas brasileiros? Conhecem alguma obra? Conhecem algum artista? Quais? Já visitou museus? Quais? Viu alguma obra que te chamou a atenção?

Pesquisa na internet: Pesquisar na internet sobre os artistas Tarsila do Amaral e Cândido Portinari. Em seguida pedirei que os alunos entre no site http://www.portinari.org.br/ (vida e obra de Candido Portinari) e http://www.tarsiladoamaral.com.br/ }(vida e obra de Tarsila do Amaral), Neste momento pedirei que explorem em duplas, ou trio o site, entrando nos seguintes links: história das obras, fases da pintor/a, galeria de imagens. Depois pedirei que realizem uma observação (no próprio site pode ser observada as obras) : de Tarsila do Amaral pedirei a observação do quadro mais famoso “Abaporu”, partir dos seguintes as aspectos: cores predominante, formas e linhas, preenchimento, etc. Depois pedirei a observação do quadro “Futebol”, com o questionamento semelhante.
Em seguida, pedirei para os alunos pesquisarem sobre a biografia dos artistas, através do site : www.suapesquisa.com/biografia/ (biografia e pinturas), usando sites de pesquisa, tais como Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/), ou ainda http://www.tg3.com.br/ (sobre esquemas e resumos escolares), etc. E relacionem com as obras estudadas. Enfim irei propor que os alunos imprimam o quadro pesquisado que realizem a releitura, bem como realizem uma pesquisa sobre alguns museus brasileiros que expõem algumas obras dos artistas estudados, como por exemplo o site: http://www.pinturabrasileira.com/ (sobre pintura). Essas duas últimas atividades, bem como um fichamento sobre a vida e obra dos artistas estudados, que deverá ser publicado no Blog da escola, sistematizarão o conhecimento.
Trabalho em Grupo: A atividade pode ser realizadas em grupos de 3 a 4 alunos, para ser discutida e planejada as ações.

Releitura ou reprodução: Cada aluno poderá escolher uma obra para fazer a releitura ou reproduzi-la em tela ou em Canson.
Recursos:
Recursos materiais: papéis, tintas, lápis e pincel.
Recursos técnicos: computador com acesso a internet
Recursos humanos: alunos da sala.

Avaliação: A avaliação se valerá dentro do que foi proposto na atividade. Na colaboração e no trabalho em equipe para se achar as obras e após na dedicação e realização de cada aluno, na releitura ou reprodução da obra escolhida. Os alunos deverão também divulgar em uma lista os museus que expõem obras de Tarsila do Amaral e Cândido Portinari. E ainda, principalmente na disposição na realização das atividades e no fichamento sobre o que foi aprendido, que deverá ser publicado no Blog da escola. Se for possível escaniaremos as releituras e divulgaremos também no blog da escola .

Referência bibliográfica:
Sites:
http://www.pinturabrasileira.com/

www.suapesquisa.com/biografia/

http://www.tg3.com.br/

http://www.portinari.org.br/

http://www.tarsiladoamaral.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/